O Carnaval é uma época de celebração, onde a alegria e a energia das festas de rua, desfiles e sambódromos atraem multidões. Entretanto, a aglomeração de pessoas e o aumento das interações sociais também podem ser propícios para a transmissão de doenças.
Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs): durante os dias de festa o risco de contrair ISTs, como HIV, sífilis, gonorreia, herpes genital e HPV, aumenta consideravelmente. A utilização consistente de preservativos é a forma mais eficaz de prevenção contra essas doenças.
É crucial no diagnóstico realizar testes para ISTs, especialmente se o paciente apresentar algum sintoma ou se houver fatores de risco como o envolvimento com um parceiro que possivelmente estava infectado.
Gripe e infecções respiratórias: a proximidade física com outras pessoas pode facilitar a transmissão de vírus da gripe e outras infecções respiratórias. O contato direto ou a inalação de gotículas que contêm vírus pode levar à rápida disseminação dessas infecções.
A vacinação contra a gripe é uma medida preventiva recomendada, assim como a prática de etiqueta respiratória, como cobrir a boca ao tossir ou espirrar. O diagnóstico é mais simples e feito a partir da observação dos sintomas.
Conjuntivite: conjuntivite viral ou bacteriana pode se espalhar facilmente em ambientes lotados. O contato com superfícies contaminadas seguido pelo contato com os olhos é uma via comum de transmissão.
Recomenda-se evitar tocar os olhos com as mãos sujas e compartilhar objetos pessoais como maquiagem ou óculos de sol. O diagnóstico também é feito a partir da observação de sintomas e o tratamento é simples, apesar de ser preciso que o paciente mantenha certo isolamento para evitar disseminação da doença.
Dengue, Zika e Chikungunya: O Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, Zika e Chikungunya, encontra no clima úmido e quente do Carnaval o ambiente ideal para sua proliferação. O uso de repelentes de insetos, roupas que cobrem a maior parte do corpo e a eliminação de água parada, que serve de criadouro para o mosquito, são formas eficazes de prevenção.
O diagnóstico se dá através da realização de exames e o tratamento consiste em medicamentos para amenizar os sintomas, além da necessidade de repouso e de muita hidratação.
Hepatite A: transmitida principalmente por via fecal-oral, através da ingestão de alimentos ou água contaminados, a Hepatite A pode ser uma preocupação em locais onde as condições de higiene são precárias. Lavar as mãos com frequência e consumir alimentos de fontes confiáveis são práticas recomendadas.
Mononucleose infecciosa: conhecida como ‘doença do beijo’, a mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr e se espalha pelo contato com saliva infectada.
No Carnaval, onde beijos podem ser trocados livremente, é importante estar ciente desse risco. Manter um sistema imunológico saudável e evitar beijar pessoas que apresentem sintomas de infecção é aconselhável.
Meningite: Essa inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal pode ser causada por vírus, bactérias ou outros microrganismos. A vacinação é a melhor prevenção contra as formas mais graves de meningite bacteriana.
A prevenção é a chave para evitar doenças durante o Carnaval. E você como profissional da saúde deve recomendar seus pacientes sobre os cuidados que devem ter para evitar as doenças apresentadas anteriormente.
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